"A Bonis Bona disce"

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Pós-Recon: as últimas tendências de shopping centers

Foi realizada no último dia 27 a Pós-Recon, que apresentou as principais informações e novidades do maior evento do setor de shopping centers do mundo, a Recon Las Vegas. Tendo como destaques o debate de temas como sustentabilidade, experiência de compra e tendências do mundo dos malls, a feira expôs dados inovadores do mercado, apresentados pelo sócio-diretor da BrandWorks e especialista em shoppings Luiz Alberto Marinho.

Realizada entre 22 e 25 de maio no estado de Nevada, nos Estados Unidos, a Recon Las Vegas confirmou, mais uma vez, a necessidade da criatividade em ações, projetos e decoração de shopping centers, mostrando que o conceito de malls vem ganhando uma nova versão em todo o mundo.

`No passado, os shoppings eram predominantemente prédios fechados, escuros e ocupados por lojas. Os novos projetos agora exploram largamente o uso de espaços abertos, onde as pessoas possam ver o céu e até tomar chuva. Mesmo shoppings mais antigos, que nasceram com o conceito de caixotes fechados, começam a agregar boulevares e praças`, comentou Marinho.

`Uma característica importante dos shoppings no século 21 é o foco no entretenimento - os empreendimentos que conseguirem oferecer maior e melhor diversão saem na frente. Isso inclui não apenas cinemas e áreas de recreação, mas também diferentes opções gastronômicas`, explicou o especialista, acrescentando que, hoje, opções gastronômicas já começam a ser tidas como âncoras em malls internacionais.

Outra tendência do mercado é a construção de complexos com áreas de uso misto, onde varejo, escritórios, hotéis, lazer e edifícios se misturam. Outlets e `lifestyle centers` também ganharam atenção especial na apresentação, se revelando como bons exemplos de sucesso, apesar de serem direcionados a diferentes públicos.
Atraindo a atenção de frequentadores em busca de lugares agradáveis onde não vão necessariamente para fazer compras, os lifestyle centers cativam o público por meio de opções de lazer, sendo possível encontrar diversão e descanso para crianças e adultos nos locais.

Direcionado para os que têm como foco principal ofertas e compras, os outlets mostram uma estrutura oposta dos lifestyle centers, abrigando lojas mais simples que as tradicionais e sem a preocupação com itens que compõem o concito de `experiência de compra`.

`Comprar marcas boas com preços baixou virou moda entre os americanos após a crise de alguns anos atrás e, com isso, os outlets têm ganhado cada vez mais espaço entre as escolhas do público americano. Hoje nos Estados Unidos, inclusive, a frequência de clientes nesse modelo de empreendimento já se equipara à frequência dos shopping centers `, contou o especialista.

Ressaltando a presença da preocupação com ações sustentáveis nos projetos dos shoppings atuais, o evento citou economia, ambiente e sociedade como os três pilares da sustentabilidade em malls. De acordo com o conteúdo apresentado na Recon, é preciso equilibrar estes três itens para que projetos sustentáveis possam sair do papel.

`Isso tudo reflete uma mudança importante na cabeça do consumidor, que hoje vai aos shoppings movido não mais pela necessidade e sim pelo desejo de se sentir bem, o que obriga essa indústria a deixar de construir templos de consumo e abraçar a ideia de centros de diversão, conveniência e convivência`, concluiu Marinho.

Fonte: ABRASCE - Associação Brasileira de Shopping Centers

quarta-feira, 15 de junho de 2011

BÊ-Á-BÁ DO FRANCHISING

Copie a URL abaixo, cole na barra de navegação e obtenha informações do Ministério do Desenvolvimento, Industria e Comércio Exterior, sobre Franchising.
http://www.mdic.gov.br/arquivos/dwnl_1196794000.pdf

sexta-feira, 3 de junho de 2011

"Ou você tem estratégia, ou é parte da estratégia de alguém"

Um homem de idade vivia sozinho em uma casa.
Ele queria virar a terra de seu jardim para plantar flores, mas era um trabalho muito pesado.
Seu único filho, que normalmente o ajudava nesta tarefa, estava na prisão.
O homem estão escreveu a seguinte carta ao filho, reclamando do problema:

Querido filho, estou triste porque, ao que parece, não vou poder plantar meu jardim este ano.
Detesto não poder fazê-lo, porque sua mãe sempre adorava flores e esta é a época de plantio.
Mas eu estou velho demais para cavar a terra.
Se você estivesse aqui, eu não teria esse problema, mas sei que você não pode me ajudar com o jardim, pois está na prisão.
Com amor.
Papai.

Pouco depois o filho enviou ao pai o seguinte telegrama:
Pelo amor de Deus, papai, não escave o jardim! Foi lá que eu escondi os corpos!
As quatro da manhã do dia seguinte, uma dúzia de agentes do FBI e policiais apareceram e cavaram o jardim inteiro, sem encontrar nenhum corpo.
Confuso, o velho escreveu uma carta para o filho contando o que acontecera.
Esta foi a resposta do filho para ele:
Pode plantar seu jardim agora, papai. Isso é o máximo que eu posso fazer pelo senhor, no momento.
Estratégia é tudo para uma pessoa... e para profissionais competentes!

Nada como uma boa estratégia, para conseguirmos realizar coisas que parecem impossíveis.
Assim, é importante repensar nas pequenas coisas que, muitas vezes, nós mesmos colocamos como obstáculos em nossas vidas e carreiras.

(Autor Desconhecido)

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Shopping Centers

Sumário - O artigo procura mostrar os aspectos considerados relevantes para a localização e implantação de um Shopping, a sua organização interna e as modalidades de negócios que gera, assim como os vários tipos existentes. 
A disseminação dos Shopping Centers é uma tendência mundial. Eles reúnem em um mesmo local dezenas ou centenas de lojas que comercializam uma gama diversificada de produtos, praças de alimentação que incluem fast food, comidas típicas e até restaurantes sofisticados, podendo dispor ainda de cinemas teatros e áreas de entretenimento infantil. Alguns Shoppings promovem, em seus espaços internos ou externos não ocupados, shows e exposições diversas de cunho cultural ou comercial. Essa diversidade de opções é oferecida ao público respaldado em uma infra-estrutura física e de serviços auxiliares que garantem conforto e segurança aos usuários.
Os Shoppings surgiram nos Estados Unidos, na década de 50, estabelecendo modelos estruturais e operacionais que foram copiados, de imediato, pelos demais países.
Na realidade, o Shopping Center, uma vez construído, pode dar origem a dois empreendimentos distintos: o primeiro reúne um investimento imobiliário que administra e promove o marketing conjunto e aluga as lojas para que se processe o segundo negócio que é o de vendas a varejo ou por atacado. A outra modalidade inclui a venda das lojas, cujos proprietários alugam ou desenvolvem seus próprios negócios e exercem a administração sob a forma de condomínio, mantendo as mesmas características físicas e ambientais que tipificam os Shopping Centers.
No primeiro caso, locação de lojas, a administração é exercida por empresa criada pelos investidores quotistas que têm como remuneração do capital as receitas decorrentes do aluguel das lojas, descontadas as despesas operacionais e os impostos e encargos fiscais. O valor da locação é estabelecido como um percentual fixo do faturamento bruto da loja, obedecido um valor mínimo como limite inferior, evitando que lojas deficitárias se eximam do aluguel. Aquelas classificadas como "lojas âncora" se beneficiam com uma redução deste percentual. Os contratos oferecidos são por um longo prazo garantindo ao comerciante fixar um ponto por vários anos. Para que o aluguel móvel se faça sobre bases reais, o contrato inclui uma cláusula que garante ao locador o exercício de uma fiscalização intensa e constante do faturamento dos lojistas, de todos os registros de operações comerciais, concedendo o direito de realização de auditorias. As "Normas Gerais Complementares de Locação dos Salões Comerciais situados no Centro Comercial", adicionadas ao contrato de locação, permitem que a administração do Shopping interfira na utilização das lojas, em aspectos tais como:
Construção do imóvel e sua destinação, modificações do projeto de construção; projetos e obras; utilização dos salões comerciais; as áreas de circulação e uso comum e dos serviços; o aluguel; a fiscalização do aluguel apurado com base nas vendas brutas; os encargos e despesas decorrentes da locação; a garantia das exigências dos poderes públicos; a cessão, sublocação ou empréstimo dos salões comerciais; o regulamento interno e a associação dos lojistas.
A quantidade e a categoria das lojas, assim como os gêneros de comércio, são limitados segundo um critério preestabelecido em função das perspectivas de consumo da área de influência do shopping. Evita-se, desta forma, uma concorrência excessiva, ou predatória, limitando o número de lojas por gênero de comércio.
O relacionamento entre a administração e os lojistas é geralmente estabelecido através da Associação dos Lojistas do Shopping que se encarrega dos programas desenvolvidos em comum. A Associação, por outro lado, procura conciliar os interesses de cada lojista, de ramos diferentes de negócios, que têm uma política de compra e venda particular e uma filosofia comercial diferente da do outro.
Outros tipos de pontos de venda são os quiosques, boxes e carrinhos, que se distribuem ao longo dos corredores internos dos shoppings. Para atuar nesses espaços os comerciantes não precisam pagar luvas, entretanto, o preço do aluguel por metro quadrado costuma ser igual ou superior ao cobrado das lojas. O contrato inicial desses espaços costuma ser de dois meses e renovável se o comerciante se sair bem.
No segundo caso, em que as lojas são vendidas, o valor das locações é estabelecido pelos proprietários das lojas e é, na sua maioria, bem inferior ao cobrado pelas administrações dos shoppings. Os serviços administrativos, operacionais e de manutenção são realizados pelo condomínio, e os relativos ao planejamento e marketing executados pela Associação dos Lojistas do Shopping que recebe uma contribuição mensal das lojas para execução destas atividades. Esse modelo vem se mostrando deficitário ao longo do tempo pois não conta na maioria das vezes com uma administração profissional, também não conta com um “Regimento interno” tão abrangente e ao contrário do primeiro caso as relações entre lojistas e administração sofrem com isso. Os gêneros de comércio permitidos nem sempre são estabelecidos, por convenção, no ato da compra da loja. Deste modo a instalação ou o aluguel de lojas podem fugir ao padrão ou à categoria definida para o Shopping, alem de não haver, impedimento ou restrições quanto ao número de lojas do mesmo gênero, que pode gerar uma concorrência predatória.
O Shopping, independente da forma de administração (empresa ou condomínio), mobiliza um contingente expressivo de empregados que se encarregam da sua manutenção, segurança e conforto. Dispondo de ampla área construída, grandes espaços para estacionamento de veículos, de áreas de carga e descarga de mercadorias, subestações elétricas de alta tensão, instalações centrais de ar condicionado, sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário, sistema de gás canalizado, segurança contra incêndios e patrimonial, contando ainda com um fluxo contínuo diário de milhares de pessoas, o Shopping Center se equipara a uma cidade exigindo uma estrutura de operação e manutenção de porte e de nível técnico aprimorado, o que requer a presença permanente de técnicos de nível médio e superior. Conta ainda com atividades que geralmente são terceirizadas, como os serviços de limpeza, sanitarização (dedetização e desratização), coleta de lixo, manutenção de jardins, etc. Além destas, mantém serviços jurídicos e contábeis, de marketing, de promoção e publicidade.